top of page

O que os álbuns de figurinhas ensinam sobre o novo marketing; e o que o camisa 10 tem a ver com isso.

  • há 2 dias
  • 2 min de leitura

Se tem uma coisa que os álbuns de figurinhas provam é que marketing nunca foi só sobre vender produto. No fim, ninguém compra só papel: compra a sensação de conquista e pertencimento ao memorável.


E basta abrir as redes sociais pra ver isso acontecendo ao vivo: figurinha rara sendo vendida por milhares de reais, grupos de troca lotados, gente madrugando em banca. Quase uma aula prática de comportamento de consumo. Porque quando existe escassez, mesmo que criada de propósito, nasce o desejo.


Mas aí entra o maior desafio das marcas hoje: saber equilibrar isso. Quando a escassez pesa demais ou tudo vira só uma tentativa de tirar mais dinheiro do consumidor, o efeito começa a virar contra a própria marca. É o que muita gente chama de “unshittification”: esse movimento de frear os excessos do marketing mercenário e voltar a focar no que realmente importa: valor real, experiência e pertencimento (ainda mais quando o assunto é futebol).


Porque quando a marca cria barreiras demais, a comunidade reage. E reage rápido. Foi assim que a Gen Z começou a criar versões em PDF dos álbuns e imprimir em casa depois que os pacotes ficaram caros demais. O público não espera; ele cria alternativa.


E o mais interessante é que esse ecossistema é tão vivo que o produto precisa acompanhar a realidade em tempo real. Sai convocação da Seleção, muda jogador, alguém se machuca, outro volta… e pronto: o álbum já ficou “desatualizado”. Rodyigo lesionado, João Pedro fora por opção técnica, Neymar de volta.


Pra marca, isso é um pesadelo logístico ou uma mina de ouro de engajamento? Os dois.


Porque enquanto o torcedor cola figurinha, as marcas já estão jogando outro jogo nos bastidores. O próprio Neymar gravou cinco versões diferentes de campanhas de convocação antes mesmo da lista oficial sair.


Isso não é só planejamento; é entender que hoje o universo digital precisa se mover mais rápido do que a gráfica consegue imprimir.


No fim, os álbuns continuam provando uma regra simples: marketing bom não faz as pessoas só comprarem. Faz elas quererem fazer parte daquilo, até do caos.


Qual foi a figurinha mais impossível que você já tentou encontrar? (Isso não é só sobre futebol)


Matéria feita por: Rafaela Rizzo

 
 
 

Comentários


Todos os direitos reservados. Desenvolvido por Ritmo Propaganda® 

bottom of page